A relação do Ácido Lático no ciclismo

Junho 10, 2018
A relação do Ácido Lático no ciclismo Photo: @osymetricsa

Em geral, todas as pessoas que praticam ciclismo, ou qualquer outro esporte, sabem que o acúmulo de ácido lático causa fadiga. Neste artigo vamos explicar como funciona o processo de formação de ácido lático no corpo do atleta e como atrasar seu acúmulo ao máximo.

O ácido lático ou lactato é uma substância que é formada quando a glicose é quebrada e não há oxigênio.

Isto é, em condições anaeróbicas. Exemplos de condições anaeróbicas são a realização de exercícios em que há muita intensidade e pouca duração de tempo, como levantar pesos, ou no caso do ciclismo nos sprints.

O problema é o acúmulo de ácido lático, ou seja, quando estamos fazendo certo exercício e a intensidade dele faz com que acumule ácido láctico em nossos músculos, sem que o corpo seja capaz de eliminá-lo. O acúmulo de lactato no nosso corpo tem duas conseqüências fundamentais. A primeira delas seria a inibição das enzimas responsáveis ​​pela quebra da glicose. Como sabemos glicose é o combustível que nossa musculatura precisa para executar o exercício, e se o lactato inibe a enzima que nos dá o combustível a consequência é o ciclista ficar sem energia. A outra conseqüência do acúmulo de ácido láctico em nossos músculos é que impede que o cálcio se ligue às fibras musculares e, portanto, inibe a contração muscular.

Portanto, podemos deduzir que o ácido láctico e os ciclistas não se dão muito bem. Agora, o acúmulo de ácido láctico em nossos músculos pode ser evitado? A resposta é não. Não podemos evitar o acúmulo de lactato em nossos músculos durante a realização de exercícios intensos, mas o que podemos fazer é atrasar seu acúmulo ao máximo. Agora, a questão seria como retardar o acúmulo de ácido láctico em nossos músculos para que o desempenho esportivo aumente. A resposta seria com o treinamento, mais especificamente com um treinamento voltado para condições aeróbicas (com oxigênio) com a maior intensidade possível.

E para que nosso corpo funcione naquelas condições de aerobiose, o treinamento que fazemos tem que ser direcionado para a criação de novos capilares sanguíneos. Se pudermos favorecer nosso corpo com mais capilares obteremos mais oxigênio para os músculos, por isso atrasaremos o acúmulo de ácido lático e, portanto, a fadiga muscular.

Para a criação de novos capilares, o ideal é fazer um treinamento de base, isto é, um treinamento no qual começamos com pulsações baixas, e gradualmente aumentarão ao longo das semanas. Quando treinamos com baixas pulsações, estaremos percebendo que a produção de ácido lático é muito baixa e que, por sua vez, o plasma sanguíneo, que é o componente do sangue que irá gerar novos capilares, cria novos capilares em nossos músculos.

Portanto, para evitar o cansaço muscular, tanto quanto possível, devido ao acúmulo de ácido láctico, é importante realizar treinamento de base com baixas pulsações para obter adaptações fisiológicas em nosso corpo que nos permitam aumentar nosso desempenho atlético.